| Uma “quinta-escola” da agricultura |
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Raramente vi isso no campo. Mas as pessoas que deixam as zonas rurais não regressam facilmente. Muitas vezes têm vergonha de voltar às suas aldeias sem a riqueza “prometida” e esperada. Entretanto, a crise alimentar cresce. Treze em cada cem pessoas passam fome ou sofrem de subnutrição. E, havendo cada vez menos jovens agricultores, há que alimentá-las.
A Fidesco tenta ajudar os camponeses a garantir e a melhorar os seus recursos e incita-os a ficar nas zonas rurais e nas estruturas familiares. Por exemplo, na Indonésia, um camponês é mal visto. Contudo, mais de 60% da população vive da agricultura! O trabalho do agricultor é difícil e traz poucos proveitos. As quintas são pequenas e poucos camponese beneficiam de apoio técnico. As formações superiores em agricultura estão muitas vezes desligadas da realidade. Para suportar as redes sociais e familiares, a Fidesco abriu em 2007, a pedido do bispo de Manado, uma “quinta-escola” onde trabalham dois voluntários e um engenheiro indonésio, contratado pela Fidesco. O objectivo é: 1. coordenar a produção de plantas e animais; 2. recrutar nas aldeias jovens camponeses motivados e convidá-los a participar numa formação de um mês; 3. dar assistência técnica a estes jovens camponeses quando eles regressam à sua aldeia.
Pessoalmente, penso que este projecto vai mais longe do que resolver problemas de fome de alimentos. A Fidesco contribui para restabelecer o valor da vida familiar que irá dar frutos para todos… frutos como o alimento, mas também frutos como a felicidade das pessoas que não irão viver em barracas de zinco nos arredores das cidades.
Dennis Peters, Coordenador do desenvolvimento internacional et Correspondente de País na Zâmbia |